Governo, OEI e Fundação SM divulgam vencedores do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos 2010
Na noite de 18 de novembro de 2010, a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) para a Educação, a Ciência e a Cultura e a Fundação SM anunciaram os vencedores da segunda edição do PNEDH. Foram entregues R$ 100 mil em prêmios aos vencedores, sendo que os cinco projetos que conquistaram o primeiro lugar receberam um aporte de R$ 15 mil para apoio e manutenção dos mesmos. Os segundos colocados foram premiados com R$ 5 mil.
O júri concedeu, também, uma menção honrosa ao Projeto Inclusive, de Porto Alegre (RS), coordenado pelo professor Lucio Carvalho.
A cerimônia do PNEDH contou com a participação de Gilberto Dimenstein, jornalista, colunista e fundador da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi), como mestre de cerimônias.
Também estavam presentes o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Secretário André Lázaro, representando o Ministro de Educação, a diretora da OEI no Brasil Ivana Siqueira e a gerente da Fundação SM no Brasil, Rosângela Rossi. O evento contou também com a presença da socióloga Margarida Genevois.
Vencedores do Prêmio Nacional de Educação em Direitos Humanos 2010
Com edição bienal, o prêmio recebe inscrições de todo o Brasil. Neste ano, o total de trabalhos inscritos foi de 228, sendo a maioria deles advindos da região Sudeste, que reúne 93 trabalhos. A região Norte do país contou com 7 projetos, 39 são do Nordeste, 41 do Centro-Oeste brasileiro e 48 do Sul.
Os vencedores, divididos por categorias, foram:
CATEGORIA 1: As Secretarias de Educação na Construção da Educação em Direitos Humanos
1º lugar: Secretaria Municipal de Educação de Embu das Artes – SP
Projeto: Por uma Educação libertadora e igualitária para todos
Em parceria com a Universidade e o Centro de Referência da Mulher, a Secretaria de Educação de Embu das Artes elegeu a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Lei Maria da Penha e o Estatuto da Criança e do Adolescente como documentos fundamentais para a multiplicação de ações realizadas nas escolas de todos os níveis de ensino e no Movimento de Alfabetização da cidade.
2º lugar: Secretaria Municipal da Educação de Curitiba – PR
Projeto: Programa Comunidade Escola: o espaço da gente
O projeto busca contribuir nas ações públicas que visam à garantia dos Direitos Humanos pela via do pleno desenvolvimento da pessoa, de seu preparo para o exercício da cidadania e de sua qualificação para o trabalho. O programa mantém as escolas da Rede Municipal de Ensino abertas para a comunidade também em todos os fins de semana e períodos de recesso escolar e férias.
CATEGORIA 2A: A Educação em Direitos Humanos na Escola – Escolas Públicas
1º lugar: Escola de Educação Básica Feevale – Escola de Aplicação – RS
Projeto: Identidade e inclusão social
O projeto Identidade e inclusão social provoca os estudantes do Ensino Médio a analisarem de que forma algumas instituições (como, por exemplo, a mídia) atuam como pedagogias culturais e que identidades têm sido privilegiadas em suas representações. Nesse sentido, procura-se mostrar as implicações das representações culturais na constituição das identidades dos sujeitos e, principalmente, as consequências da construção de estereótipos.
2º lugar: Escola Estadual Polivalente de Abreu e Lima – PE
Projeto: Homofobia, lesbifobia, transfobia no contexto escolar
A Escola Polivante desenvolveu seu projeto a partir de situações de violência e discriminação contra estudantes que se declaravam homossexuais/gays, lésbicas e travestis. Os professores se propuseram a desenvolver um trabalho voltado para a sexualidade a fim de esclarecer mitos e discutir situações de violência e preconceito, que estavam ocorrendo na escola junto a toda comunidade escolar (professores, alunos, pais, grêmio estudantil, associações, entidades religiosas e outras).
CATEGORIA 2B: A Educação em Direitos Humanos na Escola – Escolas Privadas
1º lugar: Escola de Educação Básica – Fundação Bradesco – PE
Projeto: Um Ayê Nagô, um educador para a igualdade racial
O projeto teve início em debates na sala de aula com os alunos do 9º ano que se mostraram resistentes à discussão etnicorracial e não se reconheciam como descendentes de africanos. A escola estimulou os alunos a realizarem pesquisas para compartilhar os resultados obtidos em sala, por meio de seminários. Os alunos foram também desafiados a elaborar um vídeo documentário utilizando os resultados de suas pesquisas e a relação com a história de Olinda, Pernambuco.
2º lugar: SENAI Joinville
Projeto: Projeto Acessibilidade do SENAI/SC
No ano de 2007, o projeto teve início com a notícia de que no ano seguinte a instituição receberia um estudante com deficiência visual, mas a instituição não tinha preparo ou material adequado para recebê-lo. Formou-se uma equipe que identificou os dois problemas principais para a falta de acessibilidade nas escolas profissionalizantes: a escassez de recursos e materiais didáticos adaptados e a falta de formação do corpo docente.
CATEGORIA 3: A Formação, a Pesquisa e a Extensão Universitária em Educação em Direitos Humanos
1º lugar: Universidade do Estado do Pará
Projeto: Educação do campo e Direitos Humanos
O projeto teve início em 2008 e tem o objetivo de promover a formação de educadores populares para atuarem na alfabetização de jovens e adultos no interior, em comunidades rurais ribeirinhas, a fim de propiciar um debate sobre a realidade dessas populações e da Amazônia.
2º lugar: Academia de Polícia Militar de Belo Horizonte – MG
Projeto: Projeto Educadores para a paz: formação e promoção em Direitos Humanos e cidadania
“Educadores para a paz” se trata de um desdobramento do Projeto Política Solidária, é um projeto de extensão desenvolvido com os cadetes do segundo ano do Curso de Bacharelado em Ciências Militares. O objetivo é de que os cadetes possam conhecer iniciativas em Direitos Humanos e participar efetivamente da construção de ações sociais com o propósito de desvelar preconceitos e aprender por meio da prática da cidadania na função policial militar.
CATEGORIA 4: A Sociedade na Educação em Direitos Humanos
1º lugar: Centro de Apoio aos Direitos Humanos “Valdício Barbosa dos Santos” – ES
Projeto: Formação em Direitos Humanos no Espírito Santo
O projeto descreve as atividades pedagógico-educativas no campo dos Direitos Humanos, realizadas nesse estado para organizações da sociedade civil. São ações formadoras que respondem ao desafio de uma dinâmica social de luta pelos Direitos Humanos na região, compreendendo-se a importância da educação e do esclarecimento sobre o complexo conceitual e temático dos direitos.
2º lugar: Ação Educativa – SP
Projeto: V Curso Cidadania e Direito à Educação – formando defensores do direito à educação
O projeto tem base em um curso, que é parte do programa “Ação na Justiça” e seu objetivo é difundir o
direito à educação e promover sua exigibilidade jurídica desde a perspectiva dos Direitos Humanos, a ampliação de suas garantias materiais e processuais e a formação e mobilização de atores do sistema de garantias de direito.
Acesse o canal banco de trabalhos, na coluna à esquerda desta página, para conhecer com detalhes os trabalhos inscritos por tema, instituição ou município.